Juiz e Promotor foram presenteados pelo Projeto Professor Leitor, Referencial para o Aluno.
sábado, 30 de julho de 2011
sexta-feira, 24 de dezembro de 2010
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
Professor Leitor 2010
Fita Verde No Cabelo (Nova velha história)
![]() |
| amorecultura.vilabol.uol.com.br/fitaverd.htm |
Havia uma aldeia em algum lugar, nem maior nem menor, com velhos e velhas que velhavam, homens e mulheres que esperavam, e meninos e meninas que nasciam e cresciam. Todos com juízo, suficientemente, menos uma meninazinha, a que por enquanto. Aquela, um dia, saiu de lá, com uma fita inventada no cabelo.
Sua mãe mandara-a, com um cesto e um pote, à avó, que a amava, a uma outra e quase igualzinha aldeia. Fita - Verde partiu, sobre logo, ela a linda, tudo era uma vez. O pote continha um doce em calda, e o cesto estava vazio, que para buscar fambroesas.Daí, que, indo no atravessar o bosque, viu só os lenhadores, que por lá lenhavam; mas o lobo nenhum, desconhecido, nem peludo. Pois os lenhadores tinham exterminado o lobo. Então ela, mesma, era quem dizia: "Vou à vovó, com cesto e pote, e a fita verde no cabelo, o tanto que a mamãe me mandou". A aldeia e a casa esperando-a acolá, depois daquele moinho, que a gente pensa que vê, e das horas, que a gente não vê que não são.E ela mesma resolveu escolher tomar este caminho de cá, louco e longo e não o outro, encurtoso. Saiu, atrás de suas asas ligeiras, sua sombra também vindo-lhe correndo, em pós. Divertia-se com ver as avelãs do chão não voarem, com inalcançar essas borboletas nunca em buquê nem em botão, e com ignorar se cada uma em seu lugar as plebeinhas flores, princesinhas e incomuns, quando a gente tanto passa por elas passa. Vinha sobejadamente.Demorou, para dar com a avó em casa, que assim lhe respondeu, quando ela, toque, toque, bateu:- "Quem é?"- "Sou eu..." - e Fita Verde descansou a voz. - "Sou sua linda netinha, com cesto e com pote, com a Fita Verde no cabelo, que a mamãe me mandou."Vai, a avó difícil, disse: - "Puxa o ferrolho de pau da porta, entra e abre. Deus a abençoe."Fita Verde assim fez, e entrou e olhou.A avó estava na cama, rebuçada e só. Devia, para falar apagado e fraco e rouco, assim, de ter apanhado um ruim defluxo. Dizendo: - "Depõe o pote e o cesto na arca, e vem para perto de mim, enquanto é tempo."Mas agora Fita Vede se espantava, além de entristecer-se de ver que perdera em caminho sua grande fita verde no cabelo atada; e estava suada, com enorme fome de almoço. Ela perguntou:- "Vovozinha, que braços tão magros, os seus, e que mãos tão trementes!"- "É porque não vou poder nunca mais te abraçar, minha neta...." - a avó murmurou.- "Vovozinha, mas que lábios, aí, tão arroxeados".- "É porque não vou nunca mais poder te beijar, minha neta..." - a avó suspirou.- "Vovozinha, e que olhos tão fundos e parados, nesse rosto encovado, pálido?"- "É porque já não estou te vendo, nunca mais, minha netinha...." - a avó ainda gemeu.Fita Verde mais se assustou, como se fosse ter juízo pela primeira vez.Gritou: - "Vovozinha, eu tenho medo do Lobo!..."Mas a avó não estava mais lá, sendo que demasiado ausente, a não ser pelo frio, triste e tão repentino corpo.
O Livro "Fita Verde No Cabelo (Nova velha história)" foi
apresentado pela Professora da EEF Dulcinea Gomes Diniz, Luzimar, na roda de leitura .
terça-feira, 14 de setembro de 2010
A equipe
Rogando Pragas
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| Professor Danilo Damasceno interpretando o poema "Rogando Pragas" de Patativa do Assaré |
Dizia o velho Agostinho
que este mundo é cheio de arte
e se encontra em toda parte
pedaços de mau caminho
um pessoal meu vizinho,
sem amor e sem moral
atrás de fazer o mal,
para feijão cozinhar
começaram a roubar
as varas do meu quintal
Toda noite e todo dia
iam as varas roubando
e eu já não suportando
aquela grande anarquia
pois quem era, eu não sabia
pra poder denunciar
com aquele grande azar
vivia de saco cheio
até que inventei um meio
pra do roubo me livrar
Eu dei a cada freguês
com humildade o perdão
e lancei a mladição
em quem roubasse outra vez
e com muita atividez
na minha pena peguei,
umas estrofes rimei
sobre as linhas de uns papéis
rogando praga cruéis
e lá na cerca botei
Deus permite que o safado
sem-vergonha ignorante
que roubar de agora em diante
madeira do meu cercado
se veja um dia atacado
com um cancro de toitiço
toda espécie de feitiço
em cima do mesmo caia
e em cada dedo lhe saia
um olho de panariço
O santo Deus de Moisés
lhe mande bexiga roxa
saia carbúnculo na coxa
cravo na sola dos pés
sofra os incômodos cruéis
da doença hidropsia,
icterícia e anemia
tuberculose e diarréia
e a lepra da morféia
seja a sua companhia
Deus lhe dê reumatismo
com a sinusite crônica
a sezão, o impaludismo
e os ataques da bubônica
além de quatro picadas
de quatro cobras danadas
cada qual a mais cruel
a de veneno fatal
a urutu, a coral
jararaca e cascavel
Eu já perdoei bastante
o que puderem roubar,
para ninguém censurar
que sou muito extravagante,
mas de agora por diante
ninguém será perdoado
Deus queira que cão danado
um dia morda na cara
de quem roubar uma vara
na cerca do meu cercado
E o que não ouvir o rogo
que faço neste momento
tomara que tenha aumento
como correia no fogo,
dinheiro em mesa de jogo
e cana no tabuleiro
e no dia derradeiro
a vela pra sua mão
seja um pequeno tição
de vara de marmeleiro.
Patativa do Assaré
Apresento-lhes...
Professores da EEF Pe.Marcondes Cavalcante e EEF Maria Viana, das localidades de Logradouro e Baixo Giqui, respectivamente, mais uma vez nos surpreenderam.
Nos reunimos no Espaço Natural da Professora Socorro Galdino.
Ar puro, Literatura, Teatro encenado pelos alunos da Escola e o Poema "Rogando Pragas" de Patativa do Assaré, interpretado pelo Professor Danilo Damasceno.
Só aplausos!!!!
Voltamos à sede com a alma renovada!!
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